Psicologia

Sinais de TDAH: quando e como pedir ajuda

Criança sentada à secretária na sala de aula, com um post-it colado na testa e a mão levantada, num momento de brincadeira distraída

Esquecer-se sistematicamente do material, não conseguir ficar sentado durante uma refeição, perder o fio aos trabalhos de casa a meio ou responder antes de a pergunta estar feita são comportamentos que, isolados, não querem dizer nada de especial. Quase todas as crianças fazem alguma coisa disto de vez em quando. O que distingue um traço normal de desenvolvimento de um sinal de TDAH é a frequência, a persistência ao longo do tempo e o facto de aparecer em mais do que um contexto, por exemplo em casa e na escola.

TDAH é a sigla mais usada no dia a dia, mas o nome clínico em Portugal é PHDA (perturbação de hiperatividade e défice de atenção). É uma condição do neurodesenvolvimento, não um problema de educação, de preguiça ou de falta de limites. Uma criança ou jovem com TDAH pode ser perfeitamente inteligente e esforçado e, ainda assim, ter uma dificuldade real em manter a atenção, controlar o impulso ou regular o nível de atividade.

Sinais a que vale a pena estar atento

Os sinais de TDAH agrupam-se, geralmente, em dois tipos. Uma criança pode mostrar sobretudo sinais de um dos grupos, ou dos dois ao mesmo tempo.

Sinais de desatenção

  • Dificuldade em manter a atenção em tarefas ou brincadeiras mais longas
  • Parece não ouvir quando se fala diretamente com ele
  • Começa tarefas e trabalhos de casa, mas não os termina
  • Perde com frequência material escolar, brinquedos ou objetos pessoais
  • Distrai-se com muita facilidade com estímulos à volta
  • Evita ou adia tarefas que exigem esforço mental mantido
  • Comete erros por descuido em trabalhos ou testes, mesmo sabendo a matéria

Sinais de hiperatividade e impulsividade

  • Dificuldade em ficar sentado quando é esperado, mexendo-se constantemente na cadeira
  • Levanta-se em momentos em que devia estar sentado (na sala de aula, à mesa)
  • Fala em excesso ou em momentos pouco oportunos
  • Responde a perguntas antes de estarem terminadas
  • Dificuldade em esperar pela sua vez, em filas ou em jogos
  • Interrompe ou intromete-se em conversas e brincadeiras dos outros
  • Age por impulso, sem pensar nas consequências

Para estes sinais contarem como possível TDAH, costumam ter de estar presentes antes dos 12 anos, manter-se pelo menos seis meses e causar dificuldades reais em mais do que um ambiente (não só na escola, ou não só em casa). Um filho distraído num dia mau de sono ou irrequieto numa viagem longa não é, por si só, motivo de alarme.

Quando e a quem pedir ajuda

Se reconhece vários destes sinais, de forma persistente, o primeiro passo é falar com o professor titular ou o diretor de turma: quem acompanha o aluno todos os dias consegue dizer se a dificuldade também aparece na sala de aula e como está a afetar o desempenho escolar.

Se a suspeita se mantiver, o passo seguinte é uma avaliação com um psicólogo ou, quando é caso disso, um pedopsiquiatra. É esta avaliação, feita com instrumentos próprios e com informação recolhida em vários contextos, que permite perceber se se trata mesmo de TDAH ou de outra causa para o comportamento observado. O SNS 24 tem informação sobre a perturbação de hiperatividade e défice de atenção, incluindo sinais e quando procurar o médico de família.

Como o TIN pode ajudar

No Centro de estudos TIN, o acompanhamento psicológico ajuda o aluno a desenvolver estratégias de atenção, organização e gestão do impulso, trabalhando lado a lado com a família e, sempre que faz sentido, com a escola. Conheça toda a nossa oferta em serviços.

Quando o TDAH está também a afetar o desempenho em disciplinas específicas, este acompanhamento pode complementar-se com explicações direcionadas ou com o apoio de dificuldades de aprendizagem, num ambiente com menos distrações e mais estrutura do que o estudo sozinho em casa. Criar uma rotina de estudo previsível costuma ajudar particularmente estes alunos, e as nossas 10 estratégias para ajudar o seu filho a estudar têm vários exemplos práticos para começar já em casa. Conheça também os Centros de estudos TIN em Lisboa.

Se reconhece estes sinais no seu filho, não precisa de esperar por um diagnóstico para começar a agir. Fala connosco e vemos juntos quais são os próximos passos.

Perguntas frequentes

O TDAH tem cura?

Não existe cura no sentido de a condição desaparecer, mas há um acompanhamento eficaz. Com apoio psicológico, estratégias adaptadas em casa e na escola e, em alguns casos, acompanhamento médico, a maioria das crianças e jovens com TDAH consegue desenvolver ferramentas para gerir a atenção e o impulso e ter um percurso escolar e pessoal perfeitamente normal.

A que idade se pode diagnosticar o TDAH?

Os sinais costumam ser mais visíveis a partir da entrada na escola, quando se exige mais tempo sentado e mais atenção sustentada, mas um diagnóstico formal exige que os sintomas já estivessem presentes antes dos 12 anos. Não há uma idade mínima fixa: o que importa é que a avaliação seja feita por um profissional habilitado, com base em informação de vários contextos.

O meu filho é distraído ou irrequieto. É sempre TDAH?

Não. Distração e agitação pontuais fazem parte do desenvolvimento normal, sobretudo em crianças mais novas, e podem também ter outras causas, como ansiedade, falta de sono ou simplesmente um estilo mais ativo. Só quando os sinais são frequentes, persistem no tempo e aparecem em mais do que um ambiente é que vale a pena procurar uma avaliação especializada.

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