Dificuldades no primeiro ano de faculdade: porque acontecem e como as ultrapassar

Se estás a sentir que o primeiro ano de faculdade é muito mais difícil do que esperavas, não estás sozinho. É uma das fases de maior esforço de adaptação de todo o percurso escolar: mudam as cadeiras, muda o método de estudo que funcionava até aqui e muda, sobretudo, a autonomia que se espera de ti. A boa notícia é que a maior parte das dificuldades desta fase tem solução, basta identificá-las a tempo.
Porque é que o primeiro ano custa tanto
No secundário, alguém (um professor, um diretor de turma, os pais) ia lembrando datas, prazos e o que faltava estudar. Na faculdade, isso desaparece quase todo de uma vez: as aulas são mais espaçadas, a matéria avança mais depressa e ninguém verifica se estudaste para a próxima aula. Esta diferença entre o que esperavas e o que encontras é o que mais pesa nas primeiras semanas, mais até do que a própria dificuldade das cadeiras.
Juntam-se normalmente três fatores:
- Mais autonomia, de repente. Organizar o próprio tempo, sem ninguém a controlar se estudaste ou não.
- Cadeiras que partem de bases do secundário. Se essa base ficou frágil, o problema reaparece agravado.
- Uma rede de apoio diferente. Colegas novos, professores que não te conhecem e, muitas vezes, maior distância de casa.
As cadeiras que mais costumam pesar
Em grande parte dos cursos, sejam de Engenharia, Economia, Gestão ou Ciências, há sempre uma ou duas cadeiras do primeiro ano que concentram a maior parte das dificuldades:
- Matemática e Cálculo: a passagem para um raciocínio mais abstrato, com menos exercícios repetidos e mais demonstração e interpretação.
- Estatística: conceitos novos (como medidas de tendência central ou distribuições) que exigem uma base sólida de matemática para fazerem sentido.
- Contabilidade e Economia: disciplinas que a maioria dos alunos nunca teve no secundário, com uma lógica e um vocabulário próprios que custam a entrar no início.
Se já tiveste dificuldade a matemática no secundário, é natural que ela reapareça aqui, só que agora sem o acompanhamento diário da escola.
Sinais de que vale a pena pedir ajuda
Alguma dificuldade nas primeiras semanas é normal e não deve alarmar ninguém. Vale a pena agir quando:
- Não consegues acompanhar o ritmo das aulas teóricas, mesmo a rever a matéria em casa
- Os primeiros testes ou mini testes correm muito pior do que esperavas
- Adias sistematicamente o estudo de uma cadeira específica, por sentires que "já não consegues recuperar"
- Sentes uma ansiedade fora do normal antes de aulas ou avaliações de uma disciplina em concreto
- Chegas a pensar em desistir do curso por causa de uma ou duas cadeiras, e não do curso em geral
Nenhum destes sinais, isolado, é motivo de pânico. O que importa é se se mantêm ao longo de várias semanas.
Como ultrapassar as dificuldades do primeiro ano
- Cria uma rotina fixa, não só nas vésperas de teste. Reserva blocos de estudo regulares para cada cadeira, mesmo sem trabalho de casa marcado. Se nunca tiveste um método próprio, vê como criar uma rotina de estudo que funciona e adapta-a ao ritmo da faculdade.
- Identifica se o problema é a matéria nova ou uma base antiga. Muitas dificuldades em Estatística ou Cálculo vêm, na verdade, de uma base de matemática do secundário que nunca ficou consolidada. Perceber isto poupa muito tempo.
- Usa os recursos da própria faculdade. Horas de atendimento dos docentes, monitorias e grupos de estudo existem precisamente para estas cadeiras mais difíceis, e poucos alunos os aproveitam.
- Não guardes a dificuldade para a época de exames. Pedir ajuda logo nas primeiras semanas é sempre mais rápido de resolver do que recuperar meses de matéria em pouco tempo.
- Protege o sono e os intervalos. A gestão do tempo de um universitário inclui também descansar; estudar cansado em excesso rende muito menos do que estudar com foco.
Como o TIN pode ajudar
No Centro de estudos TIN damos apoio a cadeiras de licenciatura como Matemática, Estatística, Economia e Contabilidade, adaptado ao ritmo e ao programa de cada curso. Se a dificuldade já vem do secundário, o acompanhamento pode começar por aí: vê como funcionam as nossas explicações de matemática a todos os níveis, incluindo o ensino superior. Quando a ansiedade ou a desmotivação pesam tanto como a própria matéria, o acompanhamento psicológico também pode fazer parte do plano. Conhece toda a nossa oferta em serviços e os nossos centros em Lisboa, nos Olivais, no Saldanha e no Parque das Nações.
Se sentes que uma cadeira te está a escapar e não sabes por onde começar a recuperar, Fala connosco e vemos juntos os próximos passos.
Perguntas frequentes
É normal ter notas mais baixas no primeiro ano de faculdade do que tinha no secundário?
Sim, é muito comum. A avaliação costuma ser mais exigente, o ritmo é mais rápido e o apoio direto de um professor é muito menor. O que importa é a evolução ao longo do semestre, não a primeira nota.
Quando devo procurar explicações no ensino superior?
O momento certo é logo quando percebes que não consegues acompanhar uma cadeira só com o estudo autónomo, sobretudo em disciplinas como Matemática, Cálculo ou Estatística. Esperar pela época de exames deixa muito menos tempo para recuperar.
A dificuldade é só da cadeira ou pode ser de adaptação em geral?
Pode ser as duas coisas. Se a dificuldade aparecer numa cadeira específica, é provável que seja uma questão de base ou de método. Se se sentir em várias cadeiras ao mesmo tempo, juntamente com cansaço ou desmotivação constantes, vale a pena olhar também para a adaptação geral à faculdade.
Outros artigos

Sinais de discalculia: quando e como pedir ajuda
Trocar números, não perceber qual é o maior ou ter sempre dificuldade em matemática pode ser só uma fase ou um sinal de discalculia. Veja os sinais mais comuns em cada fase e os passos a dar a seguir.

Primeiros testes do ano letivo: como ajudar o seu filho a preparar-se
As primeiras fichas de avaliação do ano já estão a chegar. Veja como ajudar o seu filho a estudar com antecedência, lidar com o nervosismo e encarar o primeiro teste sem o peso de uma nota decisiva.